sábado, 29 de agosto de 2009

MEU POEMA

Vejo mansamente
Fluir de mim
Um gosto do impreciso
E do inacabado:
É o meu poema.

Meu poema sangra
Como mulheres!

Meu poema sorri
Como crianças ...

Meu poema morre
Como flores:
Eterniza-se ...

Mônica FSSoares

sábado, 8 de agosto de 2009

O QUE !!!

O que fazer
quando já não
há brilho
no olhar ?

O que fazer
quando os sonhos
dissiparam como sal?

O que fazer
quando a luz do olhar
é negro e mudo
e tudo que existe
é um querer ser
sem poder ser
o que se poderia ?

O que fazer do olhar
quase perdido
do futuro ?

O que fazer
para trazer
luz , vida
e esperança
aos olhos
de criança ?

O que fazer?
Esperar por
um milagre
social !!!

É minha a dor
deste olhar.

Mônica Soares

Fim de Tarde

É fim de tarde
Penso que as palavras
Já dormem.

É fim de tarde
E o pássaro solitário
Gorjeia lá fora.

É fim de tarde
Só quero matar o tempo
Sentir o caminho do vento.

É fim de tarde
Penso que não é
Tarde o fim
Mas o recomeço
De tudo em mim.

Monica Soares

EVIDÊNCIA


Eu sempre me estranhei
Desde pequena:
Serei artista.
Eu poderia ser tudo
O que os outros são:
Nada.
No entanto, sou algo
Decifrável mas indefinível.
Agora recrio
O que não vejo: vida.
Teria sido vida
Ou desespero?!
(Construção sólida
Quebra o pensamento:
2º andar: adormeço.)
Tudo é poesia
Ou inteiramente sonho...

Monica Soares