sábado, 12 de setembro de 2009

BUSCA

O que pensamos viver em nós
É justamente o que já morre.
Falo de palavras
E palavras falam de mim.
Quem fala de quem?
Ou o poeta que já morre
fala não de mim,
Mas de alguém
Que pensa que vive?

SUSTO!

Súbito no asfalto
Um trem ...
Mimetismo de ostra,
Osmose de cantos
Percorrem os internos pulmões
Do meu cotidiano.
Um sonho de pedra,
De meigas meninas nuas!
Súbito um olhar
Dorme em mim ...
Manhã de noite esparsa ...
Dor de todo ser:
Fim.